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O motivo de estar aqui: Ele não quis mais.

Exaustão, foi o que me levou a escrever. Mesmo que ninguém veja, o importante é o descarregamento de tantas coisas negativas. Andei implorando muito, mendigando muito, me humilhando muito. Trouxa? Sim! A 1 ano e 5 meses para ser mais exata. E os vinte e poucos Tatá? Nem sei por onde andam agora. Estão libertos! 

Foi um relacionamento de 4 anos.
Tinha distância.
Imaturidade.
Ele não quis mais.
Tive raiva e nojo.
Duas semanas se passaram.
22 dias atrasada.
A Luz já estava me consumindo.
ANUNCIEI.
Ele pediu para voltar e eu estava magoada. 
Ele arrumou outra.
Eu vi que necessitava dele.
Ele não quis mais.

Tudo assim, corrido. Como sempre fui na vida. 
Pedi ele em namoro no dia em que nos conhecemos. Duramos 4 anos (disseram que não duraríamos 3 meses)! Ainda hoje fico pensando em como atropelei o tempo. Reduzi ao máximo minha história com ele não foi não? Bom, eu sou a Tatá. Tenho 21 anos, sou mãe solteira de uma Luz linda chamada Bianca Luzia (BiaLuz) de 7 meses. Vivi a gravidez e toda sua magia sem ele ao lado ( ele = o pai da BiaLuz ). Ia as consultas, exames e ultrassons sozinha. Via os papais sempre felizes e saltitantes a cada descoberta sobre seus bebês. Eles acariciavam os barrigões, beijavam-nos na minha frente. Eu era a única sozinha nas recepções. Chorei todos os dias. Mas, ninguém via. Eu nunca rejeitei o fato de ser mamãe, aliás, deixo super claro aqui e onde estou que ela foi a melhor escolha que fiz na vida. Um tesouro. Mato e morro por ela. 
Ele tentou, mas me maltratou. O desprezo e falta de vontade eram translúcidos. E os meses passaram. Tentei de todas as formas com que ele se interessasse pela filha. Tive muito trabalho em vão. As namoradas dele eram bem mais presentes que ele. Tinha uma que me perguntava todos os dias se eu e a bebê estávamos bem. Minha esperança era o nascimento dela. Eu ainda acreditava que o príncipe que conheci surgiria nele de novo. Então a Luz chegou. Foi o dia mais feliz da minha vida e ele estava lá, na sala de cirurgia. Olhou pra mim e chorou. Ficou o tempo inteiro do meu lado. Ficou o tempo inteiro babando a cria. Eu disse que o amava e ele me respondeu que me amava, nos beijamos. Acabou. Ele saiu do quarto e da minha vida naquele momento. Tinha alguém o esperando em casa. Assumiu, registrou e fez seu papel de progenitor. Mas, infelizmente, deixa a desejar no papel de pai e eu tenho que suprir isso.

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